Relato do I Mapeamento das frutíferas

No dia 13 de dezembro de 2014 o grupo AUÊ! realizou o primeiro encontro para o mapeamento das árvores frutíferas do Campus UFMG Pampulha, que teve como proposta aproximar pessoas interessadas em promover ações agroecológicas e de apropriação coletiva do espaço do campus.

Era uma manhã de sábado nublada e chuvosa, o que desencorajou muitas pessoas a comparecer, mas levou alguns/mas entusiasmados/as e corajosos/as a participar.

Começamos com um café da manhã e uma “apresentação honesta” de cada um/a dos/as participantes, que contaram um pouco de suas trajetórias e interesses pela proposta do grupo e da atividade.

Em seguida elaboramos juntos/as um painel com palavras que descrevessem o significado de uma semente para cada um/a. Inicialmente, cada pessoa colaborou com uma palavra, mas com o fluir da discussão outras palavras foram surgindo. Em seguida pensamos em palavras que expressassem o significado do espaço da Universidade para cada um/a, passando por questões como: o que é a universidade?; quem a constrói?; qual é sua função social?; ela cumpre esta função?. Depois tentamos pensar no tipo de relação que cada um estabelece com o campus, usa, como, com que frequência. E, para além das pessoas que usam o espaço do campus, tentamos pensar se outras pessoas da cidade se apropriam do campus e se a universidade cumpre seu papel enquanto espaço público.

Metodologia do mapeamento e percurso

Discutimos sobre a rota e resolvemos seguir por onde já conhecíamos várias árvores frutíferas. Como não éramos um grupo grande, decidimos que todos nós faríamos a mesma rota.
Durante o mapeamento marcamos os pontos das árvores em dois GPS, tiramos fotos e anotações informações sobre as árvores em uma planilha. O percurso foi feito na região da FACE, Escola de Engenharia, Prédio da Química e Coltec. Entre os frutos encontramos principalmente graviolas, amoras e pés de manga. Dentre as árvores havia um pé de amora que parecia ter mais de 50 anos de idade!
Passamos perto do córrego que possui águas contaminadas. Este córrego é o mesmo que passa debaixo da avenida principal do campus.

O próximo mapeamento será no dia 14 de março de 2015.

Relatoria: Patricia Nardini

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